Cantinho da Flor

Para Quem Quer Qualidade de Vida

Jeito masculino

Nosso último reduto de masculinidade!

O boteco!

Por Leonardo Dualit

Não sou machista nem qualquer coisa desse tipo. Mas tudo tem limite! As mulheres conquistaram vários espaços nas últimas décadas: saíram de casa, chegaram às salas das faculdades, invadiram o mercado de trabalho e dissiparam definitivamente o estereótipo do “sexo frágil”. Até aí, tudo bem. Nada mais justo. Mas, cá entre nós (homens), existem certos redutos de masculinidade que devem ser preservados, senão vira bagunça…

Quer um exemplo? Sejam sinceros. Quem não fica perplexo de ver uma loirinha linda, meiga e de olhar angelical num Fla x Flu aos gritos xingando o juiz de “Filho da P…”?! Pois é, e eu pensei que isso era o cúmulo! Estava enganado. Elas finalmente invadiram o nosso reduto mais sagrado: a mesa de bar!

De acordo com uma pesquisa publicada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) 6,4% das mulheres na cidade de São Paulo entre 12 e 17 anos apresentam sinais de dependência alcoólica, contra apenas 4,9 dos homens.

A questão não é estimular o consumo do álcool indiscriminado, nem tampouco alimentar uma competição entre sexos para ver quem bebe mais. Trata-se de algo bem mais profundo…

Sair para tomar uma cerveja barata num boteco fulêro sempre foi uma espécie de iniciação na vida adulta para os homens. Engana-se quem pensa que isso se dava em quartos de prostíbulos. A verdadeira iniciação masculina se dá mesmo na mesa de um bar. E esse local se torna uma espécie de santuário, no qual nos sentimos seguros, protegidos, desinibidos; onde podemos ser nós mesmos, falar besteira, dizer palavrão, contar piadas sem graça, falar mal da esposa e bem das cunhadas; onde podemos até chorar e confessar nossas fraquezas mais íntimas, porque sabemos que existe um código de ética não escrito que não permite que nada do que foi dito ali passe da porta daquele estabelecimento. Agora, vêm essas mulheres, ou melhor, meninas ainda de 12 a 17 anos, virando todas no bar. É como levar o Papa para um terreiro de macumba!

E não se enganem. Não se trata apenas de uma questão de novos hábitos femininos no intuito de se auto-afirmar ou de conquistarem sua independência; ou qualquer outro blábláblá desses. Isso é o imperialismo feministas que está tentando dominar o mundo e nos reduzir a um lugar de submissão e dependência, talvez para se vingarem de tantos séculos de injustiças para com elas. Pode parecer um tanto pragmático, mas é a verdade. Vai chegar a um ponto que a minha esposa vai ligar para mim numa sexta-feira ao sair do trabalho e dizer: “Amor, pega a Julinha na escola que hoje eu vou sair pra tomar umas com minhas amigas e não sei que horas volto!”. É o Caos! Estamos no limiar de uma revolução social maior do que qualquer outra que esse país já viu. Se hoje essas meninas já começaram a dominar nosso espaço, não quero nem imaginar o que elas serão capazes aos trinta.

E não tem essa de achar que é bom ter mulher no bar para podermos paquerar. Homem não paquera em bar. Isso é só mais uma lenda urbana criada e cultivada nas mentes subversivas das esposas ciumentas. Homem paquera é em festa, em balada, no trabalho, na faculdade ou em qualquer outro lugar… Mas no bar, o homem vai para poder vivenciar um dos prazeres mais importantes que existem, que é poder dividir uma cerveja com os amigos. É o nosso momento de liberdade… E elas querem nos tirar isso também.

Não quero nem pensar no futuro. Talvez tenhamos que nos esconder em locais secretos, entre grutas afastadas da civilização, em algum lugar inóspito e esquecido pelo mundo, para podermos, enfim, tomarmos nossa cerveja em paz e curtir nossa liberdade. Mas aí, não vai mais ser a mesma coisa.

E com tudo isso, o que mais lamento é que além do nosso reduto sagrado, estamos também perdendo outra grande prazer incomparável: a possibilidade de contemplar a feminilidade das nossas meninas. Afinal, não consigo ver beleza numa garota de 16 anos berrando palavrões e virando uma dose de tequila pura sem nem fazer careta. Onde foi parar a suavidade feminina, o seu jeito doce de olhar, de seduzir, de nos deixar a seus pés para que, graciosamente, elas pisem em nossas vaidades egocêntricas?! A feminilidade é a tradução mais que perfeita de toda beleza que pode existir nesse mundo. E não estou falando de corpos malhados nem de silicone, mas daquele impulso delicado que emana de seus perfumes e nos inebria… Mas isso agora é coisa de antigamente.

Bons tempos aqueles da minha adolescência!

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Leonardo Dualit, Jornalista e freqüentador assíduo de botecos

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1 Comentário»

  Tamara wrote @

Eu como mulher que frenquento bares e que por várias vezes estive em mesas onde só eu era mulher acho seu ponto de vista estranho.
Acho que este texto poderia ter sido bem mas masculino.Acho desnescessária as citações as mulheres sobre o que elas vivem, procuram…
Mulher em conversa de bar não é o assunto mais importante não.Dependendo dos clã elas perdem por time, economia do país, inflação, filme, música…


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