Cantinho da Flor

Para Quem Quer Qualidade de Vida

Jeito masculino

Breve tratado sobre a beleza

“Acho que o que mais me atrai seja essa incerteza, essa busca pela beleza particular em cada mulher. Por isso que sou tão fascinado pela beleza feminina”

Por Leonardo Dualit

Os marmanjos vaidosos que me desculpem, mas se é pra falar de beleza, só dá para falar de beleza feminina. Porque não existe nada mais lindo nesse mundo do que uma bela mulher.

Mas como podemos definir o que é a beleza? Tenho pensado muito nisso ultimamente. Passo pelas ruas e vejo mulheres de todo tipo: altas, magras, gordas, baixinhas, loiras, negras, tímidas, promiscuas… Tem de tudo. E instintivamente eu me atraio por todas elas; cada uma na sua porção particular de beleza. É como se cada uma possuísse um charme a mais (ou a menos) que as outras não têm. Não sei explicar, mas o fato é que tenho me esforçado muito para entender isso; pois sempre que olho para uma garota, sinto vontade de me aproximar, de conhecer, de tocar, de… contemplar aquela beleza única. No entanto, quase sempre, se alguém me perguntar o que é que eu vi de bonito nela, eu não sei dizer.

Acho que o que mais me atrai seja essa incerteza, essa busca pela beleza particular em cada mulher. Por isso que sou tão fascinado pela beleza feminina. E talvez por isso que as poucas namoradas, esposas e amantes que tive ao longo dos meus breves trinta anos sempre me deram cotoveladas na rua quando me pegavam olhando de lado. Na praia então, nem se fala! Mas elas não entendem essa verdadeira veneração à beleza feminina. E também não estou nem um pouco afim de explicar agora, afinal elas não vão entender nunca. Então, voltemos ao texto.

Não é de hoje que os homens buscam por essa mesma resposta: como identificar a beleza? Quais os parâmetros para dizer se uma mulher é bonita ou não? Leonardo Da Vinci, fascinado por números, tentou mensurar isso e encontrou o que, para ele, era a equação da beleza. Um rosto bonito tem que ter a largura da boca 1,618 maior do que a largura do nariz; a largura do dente incisivo central 1,618 maior do que a largura do incisivo lateral; e a largura da boca 1,618 maior do que a distância entre o canto da boca e a ponta da bochecha… e assim vai.

Particularmente, eu nunca encontrei uma mulher que se encaixasse nessas medidas. Mas confesso que nunca saí medindo ninguém antes de dar uma cantada. É melhor então deixar esses números para os matemáticos; ou para os cirurgiões plásticos.

Falando nisso, certa vez, ouvi alguém dizer que hoje não existem mais seios sinceros no mundo. Quando não é o silicone, são lingeries anatômicas ou com enchimento. Quanto ao silicone: que mal há nisso?! Não sou daqueles puristas que acham que uma mulher bonita tem que ser “natural”. A modernidade nos trouxe essa possibilidade de apreciar um belo, arredondado e suculento seio siliconado. Até esses puristas também gostam de peitão turbinado, só que não admitem. E salve a cirurgia plástica!

Corrigir aqui, moldar ali, encher acolá, é totalmente salutar aos nossos olhos. O único problema é não exagerar e acabar virando um Michel Jackson versão feminina. Entretanto, numa coisa eu concordo com os puristas: calcinha com enchimento, sutiã que molda os seios e calça jeans dois números menores é sabotagem. E tem mais, recentemente descobri outros truques das mulheres para tapear os marmanjos desavisados. Saibam que tem garota que passa sombra escura entre os seios para dar a impressão de que o espaço entre eles é mais fundo, dando a aparência de que ela é turbinada por natureza; e outras que passam gelo no rosto para que a pele pareça fresca como um pêssego; isso sem falar nas famosas photoshopadas no orkut. E ainda tem as chapinhas, alisamentos e escovas progressivas. De minha parte, não vejo problema algum num belo cabelo cacheado. Na verdade, depois que vi que a cantora irlandesa Sinead O’Connor mesmo careca ficou linda, perdi todos os preconceitos com qualquer tipo de cabeleira feminina.

No final das contas, todo esse papo serviu apenas para eu reafirmar uma coisa: não existe fórmula para a beleza. Não serão proporções simétricas que vão dizer se uma mulher é bonita ou não; nem a quantidade de silicone que ela colocou; e muito menos o tipo de cabelo ou a quantidade de quilos na balança. Acho que o próprio Da Vinci também acabou se deparando com essa irrefutável verdade; pois é dele a célebre frase: “a beleza está nos olhos de quem vê”.

Mas cá entre nós, só ele mesmo para ver beleza na Mona Lisa.

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Leonardo Dualit, Jornalista entusiasta da beleza feminina… e do silicone também!

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2 Comentários»

  Carina Medeiros wrote @

É um prazer ler um texto destes e ver que há alguém que sabe apreciar a verdadeira beleza, de todas as formas e cores. parabéns pelo texto!

  Ana Raquel wrote @

Valeu Leo (permita-me a intimidade).
É reconfortante ler palavras como estas nesse mundo de hoje tão fissurado no padrão de beleza imposto pela sociedade.
Arrisco-me a dizer que despertou em mim um sentimento de esperança.
Parabéns!!!


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