Cantinho da Flor

Para Quem Quer Qualidade de Vida

Feira livre

Aqui tem livro, banana, texto do leitor, laranja, música, maçã… Olha a melancia, a arte, a cultura e a qualidade de vida.

Banca – Mil Palavras e um livro de cada vez

Ensaio sobre a cegueira

Por Lima Neto

José Saramago, primeiro autor português a vencer o Prêmio Nobel de Literatura é, hoje, um dos principais nomes da literatura não só de seu país, mas sim mundial, não só pela sua escrita, tão rica, tão peculiar, mas pela infinidade de personagens que criou, tão vivos, tão reais, e pelas histórias tão cativantes, tão intensas.

O autor, nascido em 1922 na província de Ribatejo, só vem a se firmar na literatura contemporânea com a publicação de Levantado do Chão, em 1980. Tornou-se conhecido internacionalmente após a publicação de Memorial do Convento, em 1982 e consagrou-se ao ser laureado com o Nobel de Literatura de 1998. Grande parte de sua obra remete a história de Portugal, a qual o autor propõe uma revisão crítica. Suas narrativas muitas vezes pretendem nos levar a revisitar o passado, mas com olhos do presente, no entanto, alguns de seus mais conhecidos livros, como O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro este que lhe valeu a excomunhão, e Ensaio Sobre a Cegueira, o alvo deixa de ser a história portuguesa para fixar-se no personagem, no ser humano.

Em Ensaio Sobre a Cegueira, a história se passa numa cidade fictícia em que um personagem comum, que leva uma vida comum é, de repente, quando se dirigia para casa em seu carro ao parar num sinal de trânsito, é acometido de uma cegueira súbita, que, diferentemente da cegueira comum, esta é leitosa e branca. Desesperado, o personagem não sabe o que lhe aconteceu e é ajudado por um homem, que se oferece para deixá-lo em casa, são e salvo. Sua esposa, ao chegar em casa e ver o marido em tão abalado estado emocional, o leva a um oftalmologista e lá ele tem contato com diversas pessoas, e a partir daí começa a se espalhar em todos com quem tem alguma espécie de contato a epidemia de cegueira.

Os primeiros cegos, na história, são todos levados a um antigo manicômio desativado da cidade, e lá são postos em quarentena, isolado de tudo e de todos, a fim de evitar que outras pessoas sejam infectadas pela inexplicável doença desconhecida. Mas o que antes se resumia a um único grupo, restrito a poucas pessoas acometidas pela tal cegueira, logo toma proporções gigantescas, e todas as pessoas vão, uma a uma, sendo confinadas àquele depósito de gente, àquele manicômio, até que não resta mais ninguém com visão clara, a exceção de uma única pessoa, a mulher do médico que atendeu ao primeiro cego, que presencia e ver aquilo a que olho humano algum imaginava, um dia, enxergar: o estado a que se rebaixou a humanidade, seus vícios, suas fraquezas, seus medos e suas corrupções.

Livro intenso, cativante e perturbador, Ensaio Sobre a Cegueira figura entre os principais romances de José Saramago e um dos mais instigantes e complexos da literatura contemporânea mundial.

Banca do leitor – texto convidado

Mulher muito prazer!!!!

Por Ylvia Costa

Oi, me chamo mulher! Mulher moderna, muito prazer!

Essa é a história de uma mulher, que quer mudar, mas não para ser melhor que os homens e sim melhor que a outra mulher.

Todos os dias me arrumo para ir ao trabalho, mas ainda faço café.

Ele leva as crianças, eu faço a merenda, vou a reuniões, pego boletins e médias, tudo com muita responsabilidade, compromisso e seriedade de mãe-moderna mulher…

Quero mudar! Levantar e não fazer café. Ter filhos e não só EU cuidar. Dirigir sem ser xingada, trabalhar e ganhar mais. Ter finais de semana, para sair, curtir com os amigos sem ser chamada de vadia ou desnaturada.

As pessoas rotulam; por ser mulher tem que ser assim ou assado, o mais engraçado que a maioria é mulher. Luto por direitos iguais e que sejam mesmo iguais. Acabemos com esse dia internacional (como se fosse o único dia) da mulher, que somos frágeis, dóceis e meiguinhas. Todo dia é dia de ser humano, homem ou mulher, somos fortes, mal amadas, mal humoradas, nem sempre queremos amar, estudar ou mesmo trabalhar, somos um paradoxo, difícil de entender e fácil de usar, não precisa bula ou manual de instrução, somos felizes por ser apenas mulher.

Quero lutar para sobreviver! Ter salário para gastar e não dividir!

A menina quer ser moça, a moça mulher, a mulher menina, não quero envelhecer quero rejuvenescer. Rejuvenescer a alma. Viver sem dar satisfação a moda, dieta ou estética. Ser para sempre jovem, sem bisturi, cintas e responsabilidades.

Fazer aniversário sem revelar idade, ganhar presente e usar.

Arrumar-me para ficar em casa, sair descabelada e ser admirada.

Ao invés de vale-refeição, vale-roupas; e vale-transporte, vale-sapatos, várias cores, vários modelos; vale tudo! Vale sabor, vale errar, cair e levantar. Viver para mim! Viver e viver. Ofuscar. Chamar a atenção, passar despercebida. Ser mais bonita que ela; ser amiga dela. Roubar o amor dela. Ser melhor que ela.
Esses são os diversos tipos de mulher em apenas uma mulher, A MULHER. Quero ser independente é de ideologias e hipocrisias. Ser verdadeira com o mundo. Ou mesmo nem pensar!

Banca – Que som é esse?

Será que você vai se identificar?

Oswaldo Montenegro – Metade

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